Londres, 14 de julho de 1985
Querido remetente (in)existente,
Todos os dias, você surge em minha mente. E mesmo que eu não saiba quem você é, ou se você está por aí vivendo sua vida e não tendo ideia de quem sou, eu amo você. Sim, eu não o conheço, mas eu o amo, porque eu ainda não te conheci, mas eu sei que quando nos encontrarmos, eu o amarei de uma forma que jamais aconteceu.
E quando eu lhe encontrar, sei que havera a paz mundial. Não haverá mais poluição e nem violência. Não haverá mais genocídios, armas ou ódio. Haverá apenas amor. As pessoas aprenderão o conceito de amor ao próximo e finalmente aprenderão a deixar os sete pecados capitais de lado. Não haverá mais problemas, caras tristes e lágrimas, apenas de felicidade. O mundo será uma utopia e eu finalmente saberei o que é a real felicidade.
Mas meu querido (in)existente, eu não o conheço. E talvez nem o conhecerei. E a vida continuará como ela é. Sempre indo de mal a pior. E eu terei que a viver do mesmo jeito.
E mesmo assim ainda espero te achar um dia, enquanto leio jornal, na fila do pão.
Com amor,
Desconhecido.


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