quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Qual o problema de chorar?

Eu choro. Isso mesmo, eu choro. E muito. Às vezes, choro tanto que nem sei se terei lágrimas para o dia seguinte. Me pergunto quantas piscinas eu poderia encher, para esse verão. Quantos mares?

Há noites nas quais eu nado, mergulho e me afogo nelas. Nas lágrimas. Não nas piscinas. Quem me dera fosse nelas. Mas, não. Nossa realidade nem sempre é o que queremos, não é mesmo?  Há outras em que as lágrimas não saem. Lágrimas secas. Há também os dias. Dias simples. Quase iguais aos outros. Quase. Então, um tsunami invade as ruas da cidade. A tempestade chega, com  seus raios e trovoadas, e as goteiras surgem nas casas, agora caindo aos pedaços.

Algumas pessoas falam como se chorar fosse sinônimo de fraqueza. Não é. Se você chora por noites seguidas e, ainda assim, consegue ficar de pé na manhã seguinte, você é a prova viva de que chorar e ser fraco não necessariamente andam de mãos dadas.

Eu choro. Tu choras. Tu choras. Todos choramos. A diferença é que alguns são corajosos o suficiente para admitir. E isso é muito. Afinal, todos temos dias em que chove dentro de casa.
 

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