quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Dois corpos sob um lençol molhado

  Este texto contém conteúdo impróprio para menores de 18 anos.  

Seus lábios macios caminhavam vagarosamente pelo meu tórax. Ela subia em uma escalada sublime até o meu pescoço. Seus dedos macios acariciavam meu corpo por todos os seus cantos. Ela olhou nos meus olhos com tesão e vi sua língua umedecer seus lábios carnudos. Vi então sua cabeça desaparecer debaixo dos lençóis. Não que eu não soubesse onde ela estaria. Eu sabia bem para onde ela ia. Senti sua boca chegar às vias de fato. Sua língua se enroscava no meu órgão e eu sentia o sangue caminhando pela superfície do meu corpo.

Gritei pela primeira vez quando, acidentalmente, senti um par de dentes me tocar. Não queríamos ninguém se machucando. Os dentes se recolheram e em seus lugares, um par de lábios massageava carinhosamente. Senti o líquido pastoso deixar meu corpo e bombardear o que visse pela frente. Ela deu um gritinho e riu. Eu queria rir com ela. Ela se revelou, saindo debaixo dos lençóis, mas uma mão continuava acariciando o que tinha ficado por debaixo deles. Seu rosto moreno e lindo mostrou-se mais lambuzado do que deveria e eu ri com ela. Com a mão livre, ela passou o dedo no rosto e recolheu uma amostra do que a lambuzava. Provou. Fechou os olhos, ela parecia gostar muito.

A brincadeira só estava começando. A mão que ainda estava encoberta pelo lençol direcionou o meu corpo para o caminho certo. Debaixo do túnel, senti um calafrio percorrer meu corpo. O estrago estava feito. Dali em diante, seria como uma noite de dança. A primeira dança era lenta, como é de costume. Um aquecimento para o grand-finale. Devagar, vi seu rosto sorrindo como se estivesse sendo guiado para o caminho que ela procurava. Com minhas mãos, amparei seu busto e ela abriu os olhos. Sorriu de novo. Seu sorriso ainda era lindo. Ainda estava lambuzada. Seus lábios ainda tinham resquício do que tínhamos começado. Com a língua, ela limpou lábios e sorriu, mostrando os dentes. Veio me beijar. Descia o eu corpo em uma caminhada até os meus lábios quando parou do nada, boquiaberta. O ritmo se acelerou. Estávamos indo na direção certa. Ela continuava de boca aberta, imóvel, em cima de mim.

Num movimento cuidadoso, inverti a posição e tomei as rédeas. Era a hora de me mover por nós dois. Agora ela só gritava, berrava, urrava. Sua cabeça pedia de um lado para o outro e seu rosto ficava ainda mais lambuzado na medida em que ela espalhava o líquido espesso que ainda restava. Então seus gritos pareciam presos na sua garganta, como se estivessem impedidos de sair, travados no meio do caminho. Eu suava, arfava e dançava ainda mais rápido, mais rápido do que eu dançaria se fosse uma dança de fato. O grito final veio. Ela se moveu num espasmo e eu terminei de me mover. Desci até pousar minha cabeça, suavemente, em seu busto e depois caí para o lado. Senti meu corpo deixando o dela. O amor estava feito afinal.


O amor era suado e melado, bem diferente do que parecia nas novelas e livros.


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