Olha, menina, responda:
de onde vem tanta beleza?
Responda por que é que
meus olhos não param de migrar de uma foto para outra?
De um sorriso teu para
o outro...
Menina, eu vejo em seus
olhos um espelho de magia e saber.
Eu vejo os livros que
eu leio, os filmes que vejo e as palavras que gosto de falar.
Quando fecho os olhos,
tu és todas elas numa só.
Katherine, Annabeth,
Hermione, Tiffany, Suzana, Cristal, Bela, Taylor, Alice, Holly…
Quando os abro, elas
todas são você
E eu sou apenas uma
marionete de madeira, querendo ser menino de verdade
Querendo que a verdade
seja única: eu e você.
Espero por respostas de
minha carta, que parece ter sido levada pelo mar.
Talvez as sereias que a
encontrem tenham a decência de deixar-te responder
Pois não há dia que eu
não acorde ensandecido por um clamor de teus lábios.
Uma resposta positiva.
Talvez quando entrares
nos meus dias, a gente diga um para o outro o que se diz
Quando se tem algo
maior do que si dentro do peito.
E você diga que lia as
minhas cartas e pensava responder
Mas que teu medo era de
que eu não leria.
E eu leria.
Eu li.
Eu lia.
Todos os dias eu lia.
Amor, por que demoras
tanto em responder as minhas cartas.
Diga que está afundada
em teus livros.
Diga que encontrou o
mundo mágico de Oz.
Que um coelho por
descuido foi seguido.
Ou que o espelho lhe
pediu para passar.
Diga que uma fada lhe
procura tilintante, e para longe
[Para o Nunca]
quer levar-te.
Diga-me que estas pelo
mundo triunfante
Mas não me digas nunca
a verdade
Não me digas que lhe
fui completo estranho
E que nos últimos
segundos fui ninguém
Não me diga que o mar
que te inundara
Levou de ti as memórias
de nós dois.
Porque eu me lembro de
cada dia, como ontem
Lembro de cada instante
que te amei.
Nós dois sobre as
árvores, nossa morada
Nosso castelo de copas,
ouro, espada, paus.
Não me digas que os
remédios são a culpa
De você ter ido sem
dizer adeus

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