quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Sonho natalino

 
Imagine um Natal solitário, sem amigos, sem a família e sem toda aquela magia natalina. Há cinco anos o Natal de Pedro é assim. Sua família nunca se reúne e seu pai faleceu, e por isso sua mãe vive cabisbaixa e impaciente. Lourdes até comprou um presente para o filho, mas logo após alguns minutos observando o pimpolho abrir a embalagem, ela foi se deitar. Pedro nunca liga para os presentes que sua mãe lhe dá, ele só queria passar o Natal contente e feliz com sua querida mãe e seu companheiro de aventuras: seu gatinho. Falando em aventuras, bem que os dois amigos podiam embarcar em uma, não acha?
Após inúmeras reclamações de Pedro, Joe encontrou uma solução: explorar a cidade. Pedro achou a ideia meio sem sentido, mas já que não tinha nada melhor para fazer, resolveu seguir seu companheiro.  E lá se foram os dois... Após duas horas de caminhada, o menino começou a choramingar. O passeio estava chato, nada acontecia, obviamente porque todos estavam em casa com suas famílias celebrando e festejando a chegada do bom velhinho. O gatinho já estava irritado por conta das reclamações infinitas do seu companheiro, mas mesmo assim continuou insistindo. Mais duas horas se passaram e então eles resolveram descansar. Deitaram-se perto de um arbusto e por ali ficaram. Pedro adormeceu e Joe ficou inquieto, não aceitaria de forma alguma voltar para casa sem sentir a adrenalina de uma aventura.
Pedro foi acordado por várias risadas estranhas. Ele olhou pro lado e agora quem estava dormindo era seu companheiro. O menino ficou curioso e resolveu seguir o barulho das risadas, mas achou melhor deixar o Joe dormindo, ele odiava ser acordado. O super aventureiro encontrou uma passagem estreita em uma cerca de madeira e continuou a explorar. Não sossegaria enquanto não encontrasse os donos daquelas risadas tão estranhas. De repente um silêncio pairou no ambiente. Pedro olhou ao seu redor e avistou um lindo portão dourado. Perto desse portão haviam dois homenzinhos bem estranhos. Além de pequeninos, vestiam-se de uma forma muito inesperada e ficavam o tempo todo mexendo em uma baralho. Aproximou-se dos homenzinhos e fez várias perguntas e acabou descobrindo que ali era a casa do Papai Noel e que os homenzinhos eram dois dentre vários guardas. Pedro queria muito entrar, conhecer o Papai Noel e explorar cada cantinho daquela casa gigantesca. Os guardas não quiseram papo e nem ouviram os argumentos do menino, disseram que ele nunca entraria ali. Ele continuou insistindo e então os homenzinhos disseram que ele só poderia entrar se acertasse a senha. Portanto, não era uma senha qualquer. Ele teria que repetir um truque de mágica que um dos homenzinhos faria com o baralho. As cartas que sobrassem no final do truque, revelariam a senha para a entrada. Como Pedro era muito inteligente e sempre treinava truques de mágica em casa, conseguiu reproduzir o truque facilmente. Os portões se abriram e o super aventureiro e vitorioso Pedro, começou a caminhar em direção à porta principal. Quando esta se abriu, o menino encantou-se com a beleza do lugar. Ao ver o velhinho, Pedro abriu um sorriso e correu para abraçá-lo. Após horas conversando e conhecendo aquela casa incrível, o Papai Noel convidou o super aventureiro para participar da ceia e disse que depois  ele deixaria o menino em casa e entregaria os presentes às crianças que o esperavam. Como o bom velhinho adorou Pedro, permitiu que menino escolhesse qualquer presente. Emocionado, ele disse que não queria presente algum e sim que em algum ano pudesse se reunir com a família para celebrar o Natal. Quando o menino estava caminhando até o portão, Lourdes o acordou dizendo com empolgação para Pedro levantar, pois já eram onze horas e estavam todos na sala o esperando para celebrar o restinho do Natal.
 

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