segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Meu conto de fadas

Uma das memórias de infância mais fortes que eu tenho é a do meu pai repetidas vezes deitar na cama comigo e inventar histórias no melhor estilo conto de fadas, onde eu era a princesa e meus pais o rei e a rainha, prontos para me defender do que quer que fosse. Mesmo tendo assistido a centenas de filmes à la Disney, não me lembro de ter, alguma vez, realmente desejado um príncipe encantado para me salvar de qualquer que fosse o meu dragão. Acreditem, eu cheguei a inventar muitos amigos imaginários, mas nunca um príncipe. Aliás, em que mundo paralelo seria possível um homem alto e bonito, montado em um cavalo branco, me encontrar, se apaixonar por mim e eu por ele (de uma maneira incrivelmente rápida) e sermos felizes para sempre? De fato, contos de fadas não foram feitos para fazer sentido. Afinal, o que nesse mundo faz?

Já perdi as contas de quantas vezes ouvi pessoas falando que estavam à espera do final feliz. Final feliz? Estupidez. Por que preciso esperar até final? Tolos, a felicidade não está nesse final utópico. Já dizia um professor meu, a felicidade é como o real, se dispõe para gente no meio da travessia.

"Não existe nada melhor neste mundo do que ser livre", eu ouvi em um música. Ora, quer coisa melhor do que a liberdade? Liberdade para falar o que eu penso, escrever o que vem na minha cabeça, amar quem eu quiser, liberdade pra eu montar a minha história. O final feliz que me espere, porque a minha lista de coisas pra fazer ainda está cheia.

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