terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Episódio V - Capitão Ferket

V
Capitão Ferket

Porcaria. Estava tudo indo tão bem.
Após o Lord achar o seu escolhido, me passaram exatamente minhas funções.
Eu acompanharia o grupo foragido. Seria isso ou eles me matariam na hora. Constantemente eu me comunicava com a República. Eu consegui me livrar de um dos jedis durante a "viagem", só precisava me livrar do resto.
Estava apenas cumprindo ordens, e as repassando para Butt. Eu não podia falar nada para ele sobre minha missão, fui ensinado a nunca confiar em um clone que não fosse eu mesmo.
Depois de diversas distrações onde perdi inúmeras oportunidades de me livrar dos Padawans, encontrei uma nova chance. Um remédio. Eu não sabia direito como funcionava, só sabia que funcionava. Misturei com o alimento da jovem padawan naquela manhã. Infelizmente, distraída com o namorado, ela não comeu tudo, o resultado estava bem na minha frente: uma garota idiota dormindo nos braços de Butt.
Durante a nossa viagem à Tatooine, me senti tentado a cortar a garganta da garota milhares de vezes. Não pensava em desistir da missão, muito menos aquela altura, então vieram as palavras que balançaram minha cabeça:
‒ Obrigada. Não tenho palavras para agradecer o que você está fazendo por nós.
Ikibu. Falava de um modo tão doce. Seus olhos refletiam as estrelas. Eu não podia mais fazer aquilo com ela. Estava levando o grupo para Tatooine, assim que botassem os pés lá seriam fuzilados.
‒ Ikibu.
‒ Sim?
‒ Eu... Eu não estou levando vocês para local seguro.
‒ Mas... Como assim? Você disse...
‒ Eu sei o que eu disse, mas este tempo todo eu estive enganando você. Eu estou recebendo ordens para matar todos vocês.
‒ Ferket...
Ela não tinha mais um olhar doce. Era um olhar triste, de decepção.
‒ Você... Como pôde?!
‒ Me desculpe.
‒ Não! – ela baixou os olhos – Na próxima parada, você e seu soldado vão descer. E não voltam mais.
Eu não tinha como argumentar. Simplesmente saí.
Na porta, me deparei com Butt, que espiava.
‒ É verdade capitão?
‒ Sim, você acreditou mesmo que nós estávamos ajudando?!
‒ Eu... – sem falar nada, o obriguei a ir descansar, eu podia notar seu aborrecimento.
Na manhã seguinte, levantei e me arrastei pelo corredor, sem saber o que faria ao ser expulso da nave, mas então Butt me surpreendeu de volta a meus aposentos.
‒ Foi você, não foi?
‒ Do que está falando, soldado?
‒ Você matou a mestre jedi!
‒ Ikibu está morta?!
‒ Como... O senhor não sabia.
‒ Claro que não. Você acha mesmo que fui eu.
‒ Tenho certeza. Os padawans precisam saber de toda a verdade.
‒ Não. – segurei minha pistola contra o capacete de Butt. – Você ainda deve me obedecer, sua ordem é ficar calado.
‒ Sim, senhor.
‒ Acredite em mim Butt, não fui eu. E se não fui eu... Só pode ter sido um dos fedelhos. Mas... Qual dos palermas teria capacidade para fazer tal brutalidade?

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