Há 2 anos atrás, se alguém tivesse me dito que, depois de tudo o que aconteceu, você ainda voltaria a falar comigo, eu provavelmente não teria acreditado. Para ser sincera, eu definitivamente não teria acreditado. Tentei dizer a mim mesma que não tinha sido nada, que não havia nenhum sentimento envolvido. Nenhum sentimento envolvido? Só se fosse da sua parte mesmo, era óbvio. Não era? Tentei te esquecer. Juro que tentei. Mas como seria possível esquecer se tudo à minha volta só me lembra de você, de você e eu, de NÓS? O som da sua risada com aquele filme estúpido. O cheiro do seu café com leite e creme. O livro com um papel marcando sua citação favorita. O seu perfume espalhado pelo quarto. E, então, você voltou. Sua irmã fez questão de me avisar. No final, ela nunca gostou mesmo de mim. E aí, ontem, você veio falar comigo. Oi? Falar comigo? É, disse que tinha sido um erro fugir do jeito que fugiu, mentir do jeito que mentiu, me humilhar do jeito que me humilhou. Ainda disse que, agora, podia me dar tudo o que queria. Mas, meu amor, o que eu queria eu deixei de querer faz tempo. Faz dois anos, para ser mais exata. Me desculpa, essa não é uma mensagem de vingança, muito menos uma carta de amor. É, apenas, uma mensagem de despedida.

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