2015 está acabando, finalmente, não aguento mais esse ano que só trouxe coisas ruins para a minha ordinária existência. Foi o ano mais trágico da minha vida, e eu posso assegurar com toda a certeza desse mundo, pois passei pelos mais diversos obstáculos, desses impostos para meros mortais. Mas nada, nada se compara com perder tudo o que você conquistou durante anos de trabalho duro e esforço de minha parte. Eu perdi tudo. Eu perdi minha casa. Eu perdi meu computador. Eu perdi a esperança. Eu perdi. Um ponto para a vida. Zero para mim.
Só consigo imaginar o que poderia ter sido feito para evitar tamanha desgraça. E sim, foi minha culpa. Não tem um dia em que não me culpo e não sossego meus miolos, tendo diariamente os mais horripilantes pensamentos, me rebaixando aos piores níveis de autoestima. Será que estou com probleminhas? Será que estou entrando em depressão? Não sei, só sei que estou com medo.
Ok, caso alguém ache esse diário, que, para minha pessoa serve mais como um "psicólogo", tendo das mais excêntricas as mais corriqueiras confissões, contribuindo e me ajudando a tornar a vida um pouco mais fácil diante das dificuldades. Voltando a linha do pensamento; caso alguém leia esse específico desabafo, perceberá que eu estou enrolando e não falando que diabo aconteceu para eu perder tudo, e estou mesmo. É uma coisa que me machuca todas as vezes que lembro, sendo difícil pensar, falar e escrever sobre. Mas vamos logo direto ao ponto.
A tragédia aconteceu em Setembro desse ano, mais especificamente no dia dois. Estava eu navegando na internet quando encontrei uma receita extraordinariamente cabulosa. Como sou uma dessas pessoas que sente fome basicamente o dia inteiro, resolvi me aventurar na cozinha. Eu só queria aquela preciosidade na minha boca. Tinha algum mal nisso?! Como a maioria dessas apetitosas iguarias, era necessário o uso de fritura. E lá estava eu, esquentando o óleo, já com água na boca.
O que eu não percebi e não tinha a menor noção do risco, foi que eu deixei o óleo aquecendo por muito tempo. E quando me dei conta a panela estava em chamas. Entrei em desespero e, sem ao menos pensar direito, corri para pegar um copo d'água crendo ser a melhor coisa a ser feita. Não era. Acabei provocando um choque térmico, o que gerou uma grande explosão.
Por sorte não me machuquei, e no calor do momento abri a porta e saí correndo com medo daquilo acabar pior do que já estava. Meus vizinhos chamaram os bombeiros, mas já era tarde demais. Fiquei do lado de fora assistindo o que não desejo para ninguém, nem mesmo ao meu pior inimigo. Sentei, e chorei.
Hoje, véspera de ano novo, por mais irônico que seja, estou contente, ou melhor, aliviada. Apesar de ter sido de longe o pior ano da minha vida, ele já já se tornará passado. E eu poderei olhar para trás e falar: Eu me reergui, recomecei tudo de novo e reconquistei tudo o que era mais precioso para uma digna passagem nesse mundo insano. E o mais importante, eu estou viva, sem nem sequer uma queimadura para contar a história. Acho que agora está 1 X 1, não é mesmo?
E que venha 2016!


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