Pois é, aqui estamos nós.
Aqui estou eu.
Aí está você.
Aqui estamos nós.
Tantas juras e promessas pra acabar assim, desse jeito brusco e destrutivo.
Onde estão agora aqueles "para sempre" que insistiamos em proferir mesmo sabendo o quão impotentes somos diante do tempo?
Não vou tentar consertar as coisas, acho que esgotamos nossa cota. No máximo te ligarei pra pegar uma roupa ou um dvd esquecido no nosso, quer dizer, seu apartamento.
Não, não me veja mal. Não é por orgulho. As coisas acontecem e temos que lidar com elas.
Podemos ser amigos se um dia tivermos essa maturidade, espero que até lá toda essa avalanche de emoções não me faça cometer mais besteiras.
Não vamos discutir de quem foi a culpa, isso é coisa de criança. O mais sábio agora é tentarmos re-aprender a vivermos sozinhos, pelo menos até que um novo sol raie em nossos quintais.
Posso estar num boteco qualquer, afundando essa mágoa em goles vorazes de conhaque.
Mas não se preocupe comigo.
Posso ter comprado um garrafão do nosso vinho preferido pra tomar enquanto ouço uma playlist aleatória de músicas tristes no Spotify.
Mas não se preocupe comigo.
Mais cedo ou mais tarde, quando o álcool servir ao seu propósito;
Vou te adicionar a minha singela coleção de imagens e sentimentos, cicatrizes e lembranças.
Esse pequeno mosaico de tatuagens de baixo do peito.

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