segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Dama de luz

Vê-se fácil que ela não é uma qualquer.
Perceba como ela ri e verás que não é qualquer riso.
Há algo de muito especial no jeito como ela lhe diz bom dia.
Algo que me faz pensar se meu dia será realmente bom se eu não recebê-lo vindo dela.
Há algo de especial no jeito como ela diz.
No jeito como ela se alegra com as coisas e prolonga os Is.
Há algo de especial quando ela nos olha nos olhos mesmo que para dizer nada.
O mundo para.
O mundo gela.
É especial.
Pessoas não são feitas de mesmas coisas.
As de prata geralmente valem menos.
A riqueza não está no material, veja.
Os olhos dela não tem pedras preciosas.
Não são safiras nem esmeraldas, são só luz.
Ela é feita das coisas mais lindas.
E é por isso que quando ela passa o mundo se enche de graça.
É por isso que nem garotas de Ipanema nem meninas do Leblon vão desviar meu olhar.
Por que ela é tudo aquilo que habita os meus sonhos mais sublimes.
Por que é com ela que eu sonhava sem saber.
E quando eu quis desistir da alegria,
Foi com ela que me encontrei e me ergui.
A primeira vez que vi então seus olhos,
Já bastou para me fazer um completo insano.
Não há nada que eu mais queira neste mundo do que aquele par virado para o meu.
Ergo-me diante de teus passos
Para derrotar toda a prata que ousar tomar caminho
E se chegar a uma distância perigosa, derreto o metal com minha fúria.
Alguém com tanta beleza e majestade, merece um cavalheiro à altura.
Um que possa ergue-la até o alto.
Um que faça dos olhos estrelados dela um sol inteiro.
Ela deve ser a última desta espécie.
Ou talvez eu seja o único que a enxergue como esta dama de brilho e de luz.


Nenhum comentário:

Postar um comentário