Eu não sei explicar bem o que eu senti essa noite. É realmente muito
complicado, muito sentimento acumulado. Esse texto parece bem cliché, aqueles
típicos textos de fã pra ídolo... mas na verdade, é exatamente isso.
Até hoje a ficha ainda não caiu. Ainda não consigo acreditar que dia 30
de abril eu estava na HSBC Arena, para assistir um dos meus cantores favoritos
e que, diga-se de passagem, eu esperei mais tempo para ver.
Sabe esse ruivo aí que está tocando um violão enquanto canta no palco? Então, o nome dele é Edward
Christopher Sheeran, e ele mudou a minha vida completamente apenas com o fato
de compôr músicas e cantá-las com sua voz incrível. Ainda me lembro de quando
eu estava no meu tumblr, e surgiu um vídeo sem nome nem nada, apenas com o
Rupert Grint de tela de início. Até que descobri que o tal vídeo era o clipe de
Lego House, do tal Ed. A partir daí foi ladeira acima (sim, acima.). Ouvi sua
discografia inteira, assisti o encerramento das olimpíadas de Londres só por
causa dele, e de repente, me vi viciada em suas músicas, em sua voz, no jeito
em que ele tocava violão. Quem me conhece sabe que eu estava esperando por isso
há bastante tempo... em vê-lo de perto, ouvir suas músicas ao vivo, lembrar que
ele é uma pessoa assim como eu. Suas músicas, pra mim, não são simples músicas.
São meu refúgio, meu porto seguro pra qualquer hora: seja eu estando triste,
feliz, preocupada, irritada, ou qualquer coisa, eu sempre procuro as músicas do
Ed, porque sei que alguma delas vai encaixar direitinho na minha situação no
momento, como se tivesse sido escrita pra mim. Imagina ouvir isso ao vivo, tão
de perto? Era como se nada mais existisse, apenas a música tentando me
alcançar. É algo muito mais profundo que apenas sons.
O dia já parecia estar perfeito, encontrei na fila um dos
"YouTubers" que mais gosto, o Luba, e fiz várias amizades conversando
aleatoriamente com pessoas. Enfrentei a fila mais tranquila do meu currículo de
quase dez shows, lugar marcado, tranquilidade, um lugar perto do palco... Mas
quando as luzes se apagaram e o show começou, eu soube que dia 30 iria ficar
marcado na minha vida até que eu não tivesse mais memória. Cantando I'm A Mess,
que ironicamente é a minha música favorita, o show do Ed Sheeran começou.
Quando ele subiu no palco, esqueci tudo de ruim que podia aparecer na
minha cabeça, meu foco era apenas ele e a música que ele tocava, fora cantar e
berrar tanto como se ele pudesse me ouvir de alguma maneira. Nada mais
importava naquela hora. Edward Sheeran apareceu, como esperado, vestindo a
famosa camisa “canarinho” da seleção, pois todos os shows que ele faz, Ed
sempre está vestido com a camisa da seleção do país.
Só consegui ficar de boca aberta os tempo inteiro, as duas horas de
apresentação, do início ao fim. Eu já conhecia
o trabalho do Sr. Sheeran, sabia o quão talentoso ele era, mas mesmo assim, ver
com os próprios olhos é diferente. Afinal, às vezes nem os próprios fãs
conseguem compreender como um ruivo gordinho, vesgo e tímido, que aparenta ser
tudo, menos músico, consiga cantar e tocar de tal maneira. Um violão, um pedal
e dois microfones. É essa a estrutura do palco. E o britânico consegue levar
música após música, com vocais sobrepostos, harmonias em looping, beatbox e
percussão feita no próprio violão, improvisações e rimas de dar inveja em
qualquer rapper. Ora uma música agitadíssima, de dançar, gritar e se divertir,
como a atrevida You Need Me, I Don't Need You ou o sucesso Sing, ora uma música
calma, como o recente hit (e dono do melhor clipe de dança da história)
Thinking Out Loud e o mais recente single, Photograph. Covers, como a clássica
Feeling Good e a moda Fancy, de Iggy Azalea, também estão na setlist, e a
canção original da trilha sonora do filme O Hobbit, I See Fire, essa com
direito a uma aparição de Smaug no telão. O ruivo, no meio de cada música, que
tem sua duração no mínimo duplicada, graças aos improvisos, tenta ao máximo
interagir com o público, inclusive, eu, brincando, conversando e animando a
plateia. Não que a multidão de 35 mil pessoas que lotou a HSBC Arena precisasse
ser animada. Um show incrível, a ponto de eu ter me divertido tanto que esqueci
de chorar, e que vai ficar para a história, e salvo na memória, além das fotos
e vídeos que consegui tirar.
A resolução da câmera não era nem um pouco boa, e nem me importei com
isso... afinal, fotografias são coisas que podem ser facilmente apagadas da história,
memórias não.
Fotos por: Lara Bicalho e Clara Brandão
Caso queira conhecer mais o trabalho de Ed Sheeran, confira aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=lp-EO5I60KA







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