quinta-feira, 11 de junho de 2015

Nós fizemos essas memórias para nós mesmos




Eu não sei explicar bem o que eu senti essa noite. É realmente muito complicado, muito sentimento acumulado. Esse texto parece bem cliché, aqueles típicos textos de fã pra ídolo... mas na verdade, é exatamente isso.
Até hoje a ficha ainda não caiu. Ainda não consigo acreditar que dia 30 de abril eu estava na HSBC Arena, para assistir um dos meus cantores favoritos e que, diga-se de passagem, eu esperei mais tempo para ver.

Sabe esse ruivo aí que está tocando um violão enquanto canta no palco? Então, o nome dele é Edward Christopher Sheeran, e ele mudou a minha vida completamente apenas com o fato de compôr músicas e cantá-las com sua voz incrível. Ainda me lembro de quando eu estava no meu tumblr, e surgiu um vídeo sem nome nem nada, apenas com o Rupert Grint de tela de início. Até que descobri que o tal vídeo era o clipe de Lego House, do tal Ed. A partir daí foi ladeira acima (sim, acima.). Ouvi sua discografia inteira, assisti o encerramento das olimpíadas de Londres só por causa dele, e de repente, me vi viciada em suas músicas, em sua voz, no jeito em que ele tocava violão. Quem me conhece sabe que eu estava esperando por isso há bastante tempo... em vê-lo de perto, ouvir suas músicas ao vivo, lembrar que ele é uma pessoa assim como eu. Suas músicas, pra mim, não são simples músicas. São meu refúgio, meu porto seguro pra qualquer hora: seja eu estando triste, feliz, preocupada, irritada, ou qualquer coisa, eu sempre procuro as músicas do Ed, porque sei que alguma delas vai encaixar direitinho na minha situação no momento, como se tivesse sido escrita pra mim. Imagina ouvir isso ao vivo, tão de perto? Era como se nada mais existisse, apenas a música tentando me alcançar. É algo muito mais profundo que apenas sons.

O dia já parecia estar perfeito, encontrei na fila um dos "YouTubers" que mais gosto, o Luba, e fiz várias amizades conversando aleatoriamente com pessoas. Enfrentei a fila mais tranquila do meu currículo de quase dez shows, lugar marcado, tranquilidade, um lugar perto do palco... Mas quando as luzes se apagaram e o show começou, eu soube que dia 30 iria ficar marcado na minha vida até que eu não tivesse mais memória. Cantando I'm A Mess, que ironicamente é a minha música favorita, o show do Ed Sheeran começou.

Quando ele subiu no palco, esqueci tudo de ruim que podia aparecer na minha cabeça, meu foco era apenas ele e a música que ele tocava, fora cantar e berrar tanto como se ele pudesse me ouvir de alguma maneira. Nada mais importava naquela hora. Edward Sheeran apareceu, como esperado, vestindo a famosa camisa “canarinho” da seleção, pois todos os shows que ele faz, Ed sempre está vestido com a camisa da seleção do país.

Só consegui ficar de boca aberta os tempo inteiro, as duas horas de apresentação, do início ao fim. Eu já conhecia o trabalho do Sr. Sheeran, sabia o quão talentoso ele era, mas mesmo assim, ver com os próprios olhos é diferente. Afinal, às vezes nem os próprios fãs conseguem compreender como um ruivo gordinho, vesgo e tímido, que aparenta ser tudo, menos músico, consiga cantar e tocar de tal maneira. Um violão, um pedal e dois microfones. É essa a estrutura do palco. E o britânico consegue levar música após música, com vocais sobrepostos, harmonias em looping, beatbox e percussão feita no próprio violão, improvisações e rimas de dar inveja em qualquer rapper. Ora uma música agitadíssima, de dançar, gritar e se divertir, como a atrevida You Need Me, I Don't Need You ou o sucesso Sing, ora uma música calma, como o recente hit (e dono do melhor clipe de dança da história) Thinking Out Loud e o mais recente single, Photograph. Covers, como a clássica Feeling Good e a moda Fancy, de Iggy Azalea, também estão na setlist, e a canção original da trilha sonora do filme O Hobbit, I See Fire, essa com direito a uma aparição de Smaug no telão. O ruivo, no meio de cada música, que tem sua duração no mínimo duplicada, graças aos improvisos, tenta ao máximo interagir com o público, inclusive, eu, brincando, conversando e animando a plateia. Não que a multidão de 35 mil pessoas que lotou a HSBC Arena precisasse ser animada. Um show incrível, a ponto de eu ter me divertido tanto que esqueci de chorar, e que vai ficar para a história, e salvo na memória, além das fotos e vídeos que consegui tirar.

A resolução da câmera não era nem um pouco boa, e nem me importei com isso... afinal, fotografias são coisas que podem ser facilmente apagadas da história, memórias não.


Fotos por: Lara Bicalho e Clara Brandão


Caso queira conhecer mais o trabalho de Ed Sheeran, confira aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=lp-EO5I60KA

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