Ela era perfeita para ser amada, mas
nunca soube amar.
Todas as pessoas em algum momento da
vida escrevem sobre o amor. Não importa a idade, você provavelmente já escreveu
sobre ou ainda vai escrever, e é na maioria tudo muito clichê. Sempre uma
estória dramática em que uma pessoa se apaixona por outra que mal conhece o
nome, esses textos, contos, narrativas, poesias, e etc... Sempre são sobre
amores platônicos e amores que acabaram ou que acabaram de começar. É isso que
odeio no amor, ele é sádico, e ilusionista, um falso tempero da vida que nos
vicia sendo na dor ou no prazer, ou até mesmo nos dois.
O amor é tão cheio de esperanças, as
pessoas sonham tanto com o amor e esperam tanto dele... Algumas pessoas até se
cansam de serem otárias e partem para o amor próprio, o início de um romance
verdadeiro e que não vai acabar enquanto você ainda existir. Não pensem que
escrevi isso porque tô sofrendo um amor não correspondido ou um término mal
acabado, eu escrevi porque todo dia vivo o amor correspondido e esse amor é
doloroso também, prefiro amar o desconhecido e ser desconhecida do que me abrir
inteiramente para alguém e deixar que essa pessoa invada minha alma
desprotegida de mim mesma, existe tanta confusão dentro de mim. Amar e ser
amada, ou odiar e esquecer? O problema é
que amar não é uma opção, nunca vai ser, não importa por quanto tempo você
venha fugindo disso, pois eu fugi alguns anos e isso nunca me protegeu de nada
só reprimiu mais ainda a minha loucura e a minha paixão me transformando num
monstro que era perfeito para ser amado mas que nunca aprendeu a amar.
Por Martha Souza (Autora Convidada)
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