Fora daqui! Você está
fazendo o que um escritor faz. Você é um “copião”. Você olha para o mundo e só
copia. Você fica procurando. Você não escreve. Isso não é literatura de
verdade. Isso é só um teatro. Você pega sua mochila e esvazia situações sem
sentido achando que é um bom escritor.
Quero ver você escrever
daquilo que não vê. Algo do tipo... Um palhaço com arco e flecha ou uma onça
com peitos enfrentando uma aranha branca. Está vendo? Isso você não faz. Para
você, só o que importa são os caras lendo. Se alguém lê, você escreve. Escreve
não, copia.
Você não escreveu o Pequeno Príncipe, Zaratustra, Cinderela ou
nada que importe. Só sabe copiar o que vê e falar de pessoas.
O que você pensa quando
escreve? O que pretende? Seus textos são todos cópias que não levarão a nada.
Você só rondará pelos mesmos lugares. Pega um RioCard, vai ver o mundo que ninguém vê, pois por detrás da
situação cotidiana sempre há uma incógnita que ninguém percebe. Mas, por vezes,
está lá. Outras vezes, em outros lugares, em outros planos... Talvez nos
sonhos. Talvez em áreas ainda desconhecidas do seu mundo.
Eu gosto de velhos. Eu
adoro velhos. Escreva sobre eles. Mas não copie, por favor, invente. Eu acho
que tenho uma escova. Quer uma escova? Quer escrever sobre ela? Só, por favor,
pare de copiar. Isso não se faz.
Quer saber de onde eu
tiro inspiração? Quer saber o que eu tenho nos meus textos? Bem, eu... Eu acho
que copio. Calma aí, mundo, eu copio!
Acho que estou de
ressaca. É uma ressaca boa.

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