quinta-feira, 4 de junho de 2015

Devaneios de um dia qualquer de domingo

Fora daqui! Você está fazendo o que um escritor faz. Você é um “copião”. Você olha para o mundo e só copia. Você fica procurando. Você não escreve. Isso não é literatura de verdade. Isso é só um teatro. Você pega sua mochila e esvazia situações sem sentido achando que é um bom escritor.

Quero ver você escrever daquilo que não vê. Algo do tipo... Um palhaço com arco e flecha ou uma onça com peitos enfrentando uma aranha branca. Está vendo? Isso você não faz. Para você, só o que importa são os caras lendo. Se alguém lê, você escreve. Escreve não, copia.

Você não escreveu o Pequeno Príncipe, Zaratustra, Cinderela ou nada que importe. Só sabe copiar o que vê e falar de pessoas.

O que você pensa quando escreve? O que pretende? Seus textos são todos cópias que não levarão a nada. Você só rondará pelos mesmos lugares. Pega um RioCard, vai ver o mundo que ninguém vê, pois por detrás da situação cotidiana sempre há uma incógnita que ninguém percebe. Mas, por vezes, está lá. Outras vezes, em outros lugares, em outros planos... Talvez nos sonhos. Talvez em áreas ainda desconhecidas do seu mundo.

Eu gosto de velhos. Eu adoro velhos. Escreva sobre eles. Mas não copie, por favor, invente. Eu acho que tenho uma escova. Quer uma escova? Quer escrever sobre ela? Só, por favor, pare de copiar. Isso não se faz.

Quer saber de onde eu tiro inspiração? Quer saber o que eu tenho nos meus textos? Bem, eu... Eu acho que copio. Calma aí, mundo, eu copio!


Acho que estou de ressaca. É uma ressaca boa.


Nenhum comentário:

Postar um comentário