sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Vomitando saliva tua

 





  Tudo gira, gira mundo, muda, mudo. De pés pra fora, peito pra dentro, língua enrolada de tanto mexer, do remorso dos sentimentos que salpicam, em forma de chuva, meu intestino, veias, coração. Tudo anda, cai e tropeça. Assim como pula dentro, palpita, inibe, cai pra fora. São sílabas remoendo e arredondando meu oxigênio. E agora, como faço para respirá-lo? Me sufoco a cada instante com o gás carbônico explosivo como o hidrogênio que se desgruda de minhas lágrimas e BUM! Seu ódio! Ou melhor, seu idiota! Meus braços não te querem mais, porque você não os quer, e esses não são fáceis como você pensava. Nem eles, nem o resto do meu corpo flácido como água flácida de placenta que gerou o meu filho, o Angústia. Tão lindo meu bebê, seu monstro! Arranque-me minhas cordas vocais, pois é só isso que me falta arrancar. De relacionamento sério você me passou para entalada feito privada de bosta que você é, na minha casa, na minha alma. Não é um ser você, serei eu ser só.
 

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