segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Extermínio

Extermínio.
É isso o que há dentro de mim.
Mas, é um extermínio positivo... Sabe?
Por quê?
Porque o exterminador é a felicidade.
Sim, isso é confuso, eu sei. Mas, deixa eu tentar explicar.
Desde que você chegou tem atacado-me sem piedade alguma.
Você me encara, suspira e sorri.
Injustiça!
A cada vez que nossos olhares se encontram uma bomba explode.
Primeiro vem os tremores que atingem meu principal órgão.
Meu coração acelera de tal forma que chega a vir à boca.
E então sobe.
Aquela queimação infernal seguida de um congelamento que causa uma refrescância anestésica e homicida na garganta
E, por fim, a bomba cai.
Ou sobe, como preferir.
O estrago atinge diretamente a minhas memórias.
Todos os meus pensamentos sádicos e todo o resto que sou.
Centenas de mágoas e milhares de pensamentos homicidas são substituídos por um único desejo. O desejo de te beijar.
Quem vê pensa: 'Você está na merda mesmo.'
Mas, esse é só o mais frequente, o qual eu já criei resistência.
Diferentemente dos seus suspiros que, quando acontecem, fazem eu repassar todo o seu dia por mim observado para descobrir o que lhe aflige.
Falo disso com normalidade pois já aceitei.
Não tem como evitar.
É mais forte que eu.
Como o desejo de lhe sequestrar que marotamente surge quando lhe encaro.
A mistura de seus olhos com seus lábios, em uma única visão, é um veneno. Um veneno que corrói toda a minha integridade.
Seus olhos são metralhadoras que, incessantemente, gastam pentes e pentes de munição visando acertar meu coração.
Sua boca é um lançador de granadas que, de sorriso em sorriso, lança bombas altamente destrutivas para que eu digira.
Você inteira é uma arma.
Você tem apenas uma meta: exterminar-me.
Você visa apenas meu coração. O quer destruído. Atira com todas as suas forças, usa e abusa de todo o seu poder.
E só para constar: Você tem uma ótima pontaria.


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