sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Despercebido

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Despercebido

Você entrou, não notei. Você entrou como um vento por baixo de minha porta, não me assustei, simplesmente apreciei. Me pergunto de como você me achou, sendo que eu estava a sua procura, você chegou de forma tão natural, pelas frestas de minha prisão, por que?

Eu nunca tinha notado essas pintas em meu corpo, a cada dia que me observo chego a descobrir novas, a vida é assim? Devo me acostumar com isso? É normal deixar algumas coisas despercebidas, mas algo como isso? Me pergunto se você sempre esteve aqui comigo, posso simplesmente ter me acostumado com sua presença, fazendo parecer algo tão natural. Chega a ser engraçado que eu me acostumei tanto à você estar comigo que agora eu sou dependente, como posso tornar algo que eu não percebi tão natural?



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