sábado, 9 de maio de 2015

Pulso Fatal: Capítulo 4


-Sim, eu compreendo, doutor. –Leonardo acordou ao ouvir a voz de Mário. 
Ele pode ver Clara com o rosto preocupado à sua frente que ao o ver abrir os olhos se encheu de luz. 
-O que, o que houve? –foi o que conseguiu falar. 
-Você teve um ataque cardíaco. O médico nos contou sobre a sua doença... –Mário abaixou a cabeça. 
-Quando saio daqui? Tenho muito o que fazer! –tentou se levantar, mas Clara o impediu. 
-Você poderá sair daqui a dois dias e terá que viver a base de remédios para prolongar seus anos, Léo... Quero dizer... –Clara limpou a garganta. –Seu Leonardo. 
-Isso é inacreditável. –olhou para o lado deitado na cama da CTI. 
-Vamos tomar um café, qualquer coisa é só chamar. –Mário pôs a mão no ombro de Clara e os dois saíram deixando Leonardo sozinho. 
-Eu não fico aqui nem mais um minuto! –disse assim que saíram. 
Leonardo se levantou, tirou todos os fios que nele estavam ligados. Abriu o guardaroupa, pôs sua roupa e saiu. 
Não demorou a sair despistando os enfermeiros. Pegou um táxi e foi para a empresa. Ela precisava dele, os números estavam caindo. 
Ao chegar lá, o que não demorou muito, começou a procurar por contas guardadas por Mário, alguma razão para os números não baterem tinha que ter. Em seu escritório não encontrou nada, então resolver ver se tinha alguma conta perdida na mesa de Mário, além de tudo, ele não poderia acusá-lo de invasão de privacidade, a empresa era sua.  
Começou a vasculhar sua mesa como louco sem nada encontrar, até abrir a última gaveta. Ele achou uma série de recibos, e todos no nome de Amanda Braga. Sem entender quem era essa Amanda, guardou de volta tudo no lugar ao ouvir vozes: 
-Até que enfim! Seu Leonardo, não faça isso! Estávamos preocupados com o senhor! O que faz aqui? Vamos voltar para o hospital! –Mário o agarrara pelo braço. 
-Não irei voltar. –se soltou. –Já entendi que não terei mais muito tempo de vida, só me resta salvar esta empresa no tempo que me sobra. E espero que você me ajude nisso, Mário. 
-Mas senhor... 
-Irá me ajudar? –ele o interrompeu. 
-Claro.  
-Ótimo! Agora me deixe ir, estou cansado. –Leonardo partiu para sua casa com aquele nome na cabeça.  
Ao chegar a casa, observando o quarto vazio, o frigobar aberto e a luz que entrava pela janela um estalo lhe ocorreu. Lembrou-se da onde já havia ouvido esse nome. Seria muito tolo se ao invés de ir atrás de respostas ficasse ali se lamentando pela sua morte que estava próxima. Era evidente. Os números que nas contas faltavam eram encontrados nos valores dos recibos. Ele resolveu então seguir o rumo e desvendar esse caso. Pegou o paletó, a chave do carro e se dirigiu para a Penha.  
Já estacionado o carro, falou consigo mesmo: 
-Clara tem muito a me explicar. –o nome Braga, o qual lhe era familiar, era o nome de Clara, e o nome Amanda, era o de sua irmã caçula. 
Ele saiu do carro e foi andando pela rua a procura do número 1024, mas parou ao ouvir seu nome: 
-Seu Leonardo? –uma voz rouca por conta do cigarro o fez se virar. 
-Elizete? –ele estranhou a ex-empregada logo ali. 
-Quanto tempo não é mesmo? Desde o acidente... –ela olhou para trás dele. 
Leonardo não teve chance de responder, apenas sentiu uma forte pancada em sua nuca e mesmo tentando resistir, acabou desmaiando.

Capítulo 3                                                                                                                                Capítulo 5

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