sábado, 2 de maio de 2015

Pulso Fatal: Capítulo 2


Uma noite de sono bem dormida, Leonardo realmente estava precisando. Uma pena que a notícia da doença tivesse vindo tão de repente. De uma em uma noite, ele fez sete noites em depressão.

Mensagens não paravam de chegar no Whatsapp. Seu assistente Mário não sabia se virar sem ordens.

Léo finalmente conseguiu reunir forças para se levantar e espiar o quarto ao lado do seu. Estava vazio como sempre, exceto o frigobar. O frigobar estava sempre ali. Ele entrou e se certificou de que o conteúdo do frigobar permanecia ali, intacto. A única coisa com que ele se preocupava, mas que jamais poderia mostrar a ninguém.

“Repugnante” havia dito sua antiga empregada, Elizete, que no dia seguinte ao limpar o quarto que não devia, foi demitida e sofreu um atentado misterioso na Penha, onde morava com sua família. Infelizmente, para Leonardo, a empregada ainda estava viva, e guardava um segredo horrível a seu respeito.

Leonardo se arrumou, apanhou sua pasta de carteiro e seguiu para sua jornada de trabalho.

As contas da gravadora haviam enlouquecido. A gravadora de Leonardo seguia rumo à falência. Ele precisava divulgar alguém famoso. Pensou em lançar um novo CD para Ludmilla, mas não aprovava o funk.

Já no final do dia fatídico, Mário se aprumou para a sala do chefe:
- Sr. Leonardo?
- O que você quer, infeliz?
- O senhor está bem?
- Não. Nem um pouco. Mais alguma coisa?
- É que eu combinei de sair com a minha esposa e...
- Nem pensar! Você não vai sair mais cedo.
- Mas é nosso aniversário de casamento...
- Parabéns. Agora volte ao trabalho, por favor.


Mário deixou a sala do chefe, cabisbaixo. Pouco depois, Leonardo ouviu o interfone tocar, e percebeu que alguém estava subindo para a sala de Mário. Os dois ficaram discutindo por um bom tempo. Era a mulher dele.
Leonardo ouviu enquanto a mulher xingava o chefe de Mário de vários nomes desconhecidos:

- Esse seu chefe não tem coração! Um merda, mal-amado...
- Calma, querida.

Não, Leonardo não poderia permitir que assuntos pessoais invadissem o local de trabalho. Ainda mais com ele sendo insultado daquele jeito. A vadiazinha teria que ir embora, ou ele demitiria Mário.

Enquanto girava a maçaneta da porta do assistente, percebeu que, apesar de anos trabalhando com ele, Leonardo nunca havia conhecido a esposa de Mário.

Quando  abriu aporta, ali estava ela. A esposa de Mário, e também sua ex-namorada, a que um dia havia sido o amor de sua vida. Clara.

- Dr. Leonardo... Eu posso explicar.
- Clara?

- Léo? O que você está fazendo aqui?

Capítulo 1                                                                                                         Capítulo 3

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