Perdoe-me pela minha
indelicadeza. Perdi o costume de agir naturalmente. Andar direito e falar com
calma são habilidades que não mais possuo. Desde que me lembro, é no riso que
encontro minha coragem, e se, por vezes, sou sem graça e repetitivo, é porque
meu coração já não sabe o que dizer.
Quer castigo mais
severo a um escritor desengonçado? Não ter palavras é o veneno que tomo toda
vez que estou contigo. E se o brilho dos teus olhos me encontra, é então que me
perco, que me calo, me incomodo. Por que sim, de todas as meninas que eu poderia
encontrar, foi nos teus olhos que encontrei um novo mundo, nos teus braços tive
minha felicidade e, no seu sorriso, fui teu servo, teu escravo.
Peça o que quiser de
mim, menos distância. Porque a gravidade só me prende ao teu redor. E quando
erro contas triviais, é porque não vejo sentido em números perto de você. De
que me interessa esses cálculos irrisórios? Três vezes sete do seu lado é vinte
oito sim. Pois eu corrijo o vinte e um com uma margem que só faz sentido com você
perto de mim.
“Ora mais quanto blá
blá blá romântico hora dessas... Será que esse autor não tem outro assunto?”
Assunto é algo que já me falta, pois meus pensamentos só se focam em você. E
quando preciso de um neurônio ou dois pra contas, um mais um passa a ser igual
a você. É tão verdade que você vale por duas, por três, por quatro, por
duzentas palavras de amor, mas temo cair logo em desespero e não lembrar mais
do dia que estou.
Faria tudo pra lhe ver
todas as noites. Só para chegar a seguinte conclusão: será a lua não tão bela
como seus olhos ou será isso o indício da paixão?

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