sábado, 23 de maio de 2015

Pulso Fatal: Capítulo 1


- I-Isso não pode estar acontecendo, só posso estar sonhando.

Leonardo estava sentado em seu escritório com o resultado de uma análise de sangue de rotina que fizera, e descobrira a pior notícia de sua vida - até agora -, ele estava doente. Não doente como as pessoas dizem geralmente, como uma gripe, e sim que estava com uma doença cardíaca e rara.

Leonardo era um homem de 42 anos, porém aparentava ser um pouco mais novo. Tinha uma estatura relativamente alta, cabelos castanho escuro, olhos verdes e era um pouco "fortinho". Dono de uma famosa gravadora de música e um homem de negócios, não sabia o que fazer. Poderia estar vivendo seus últimos dias de vida, dias que não seria fáceis. Tomar remédios, ir quase todo dia ao hospital que iria tratar-se, cuidar da gravadora que estava indo a falência... A vida de Leonardo não estava nem um pouco agradável.

O papel que estava em suas mãos acaba de ser estraçalhado e rasgado por ele mesmo. Ele se levanta de sua cadeira bruscamente e, revoltado, joga os objetos que estavam em cima de sua mesa no chão. Grita de raiva e pega sua pasta carteiro e sai do seu escritório em rumo ao elevador.

- Sr. Leonardo, você já preencheu o...
- Calado, seu inútil! - gritou para seus assistente Mário.

Ele entrou no elevador e aperta o botão "T", que o levaria para o térreo. Toda a equipe presente na gravadora ficou assustada com a reação de Leonardo, já que era um homem muito calmo e gentil.

Leonardo saiu de sua gravadora e anda sem rumo pelas ruas do Rio de Janeiro. Sua cabeça estava a ponto de explodir, com tantos problemas, acaba não conseguindo pensar em nada, apenas a raiva permanecia. Depois de cerca de 30 minutos andando, Leonardo parou e sentou na calçada. Apoiou suas mãos em seu rosto e desabou: ele começou a chorar igual uma criança de 3 anos que deixou seu doce cair no chão.

-O que eu fiz para merecer isso, Deus?! Por que o Senhor fez isto comigo?! Por quê?! - ele murmurava para si mesmo, perdido e deprimido mais do que nunca.

Depois de um tempo nesse ritmo, ele levantou e limpou a calça com as mãos. Ele pegou seu celular que estava no seu bolso e viu que já são 7 horas da noite. Ele se abaixou para pegar sua pasta, mas viu que ela não estava mais lá. Ele tinha sido roubado e nem tinha percebido. Ele deu de ombros ‒ tinha coisas mais importantes pra se preocupar ‒ até porque só tinha papéis e mais papéis de contas e algumas pesquisas, coisa que não importavam no momento.

Ele andou até um ponto de ônibus próximo de onde ele estava, sentou no banco e apalpou o seu bolso, a carteira estava lá. "Pelo menos isso está dentro do que eu esperava" pensou Leonardo. Abriu a carteira e viu que tinha dinheiro suficiente para um táxi e ligou pedindo o mesmo.


Depois de ter embarcado no táxi e chegado em casa, a única coisa que Leonardo soube fazer foi: entrar em casa, trancar a porta, deitar na sua cama e entrar num mundo repleto de pensamentos depressivos.


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