- I-Isso não
pode estar acontecendo, só posso estar sonhando.
Leonardo estava
sentado em seu escritório com o resultado de uma análise de sangue de rotina
que fizera, e descobrira a pior notícia de sua vida - até agora -, ele estava
doente. Não doente como as pessoas dizem geralmente, como uma gripe, e sim que
estava com uma doença cardíaca e rara.
Leonardo era um
homem de 42 anos, porém aparentava ser um pouco mais novo. Tinha uma estatura
relativamente alta, cabelos castanho escuro, olhos verdes e era um pouco
"fortinho". Dono de uma famosa gravadora de música e um homem de
negócios, não sabia o que fazer. Poderia estar vivendo seus últimos dias de
vida, dias que não seria fáceis. Tomar remédios, ir quase todo dia ao hospital
que iria tratar-se, cuidar da gravadora que estava indo a falência... A vida de
Leonardo não estava nem um pouco agradável.
O papel que
estava em suas mãos acaba de ser estraçalhado e rasgado por ele mesmo. Ele se
levanta de sua cadeira bruscamente e, revoltado, joga os objetos que estavam em
cima de sua mesa no chão. Grita de raiva e pega sua pasta carteiro e sai do seu
escritório em rumo ao elevador.
- Sr. Leonardo,
você já preencheu o...
- Calado, seu
inútil! - gritou para seus assistente Mário.
Ele entrou no
elevador e aperta o botão "T", que o levaria para o térreo. Toda a
equipe presente na gravadora ficou assustada com a reação de Leonardo, já que
era um homem muito calmo e gentil.
Leonardo saiu de
sua gravadora e anda sem rumo pelas ruas do Rio de Janeiro. Sua cabeça estava a
ponto de explodir, com tantos problemas, acaba não conseguindo pensar em nada,
apenas a raiva permanecia. Depois de cerca de 30 minutos andando, Leonardo parou
e sentou na calçada. Apoiou suas mãos em seu rosto e desabou: ele começou a
chorar igual uma criança de 3 anos que deixou seu doce cair no chão.
-O que eu fiz
para merecer isso, Deus?! Por que o Senhor fez isto comigo?! Por quê?! - ele
murmurava para si mesmo, perdido e deprimido mais do que nunca.
Depois de um
tempo nesse ritmo, ele levantou e limpou a calça com as mãos. Ele pegou seu
celular que estava no seu bolso e viu que já são 7 horas da noite. Ele se
abaixou para pegar sua pasta, mas viu que ela não estava mais lá. Ele tinha
sido roubado e nem tinha percebido. Ele deu de ombros ‒ tinha coisas mais
importantes pra se preocupar ‒ até porque só tinha papéis e mais papéis de
contas e algumas pesquisas, coisa que não importavam no momento.
Ele andou até um
ponto de ônibus próximo de onde ele estava, sentou no banco e apalpou o seu
bolso, a carteira estava lá. "Pelo menos isso está dentro do que eu
esperava" pensou Leonardo. Abriu a carteira e viu que tinha dinheiro
suficiente para um táxi e ligou pedindo o mesmo.
Depois de ter
embarcado no táxi e chegado em casa, a única coisa que Leonardo soube fazer
foi: entrar em casa, trancar a porta, deitar na sua cama e entrar num mundo repleto
de pensamentos depressivos.

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