quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A Internet e o Ódio Gratuito

Já foi dito muito isso, e provavelmente você vai achar que é clichê (E é mesmo), mas a Internet veio como uma inovação e uma punição para a humanidade. Gosto de interpretar como uma faca que corta muito bem, mas machuca sua mão ao manuseá-la. Porque afinal, hoje em dia, tudo é internet. Posso conversar com alguém no Japão, fazer reuniões, conhecer coisas novas, fazer download de músicas e filmes, fazer compras. Porém, podemos sofrer um golpe, ter nossos dados roubados, entre outras coisas.

Mas para mim, a maior sina foi o ódio. Antes da internet, tudo que um indivíduo fizesse seria ligado a ele. Então atos de ódio, por exemplo, tinham na maioria das vezes um responsável conhecido. Porém, hoje em dia não é bem assim. O anonimato veio, colocando uma máscara de impunidade sobre qualquer um que queira.

Foi então que o ódio se disseminou. Não digo um ódio específico. Seja direcionado a cristãos, gays, negros, brasileiros, americanos, gente chata ou até mesmo ao Justin Bieber; hoje em dia é muito mais fácil odiar alguém. Afinal, não é necessário mostrar a cara. Exagerando um pouco, não há lei. É muito mais fácil fazer algo errado num lugar em que não hajam regras, ou a fiscalização não seja tão forte.

E, graças ao anonimato online, eis o que temos. Trolls, haters, cyberbullying (até inventaram um nome específico para as agressões online!), e brigas. E não é muito difícil encontrá-las. Estão aí, em cada post do Facebook e em cada notícia na internet. Racismo, preconceito, intolerância, chatice, implicância. Ódio gratuito, a preço de nada.


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