segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Elis Regina, o povo todo sente a sua falta

No dia 19 de Janeiro de 1982 a música brasileira perdia uma de suas maiores estrelas, a cantora gaúcha Elis Regina. Ela iniciou sua carreira nos festivais de música da década de 1960, com suas interpretações dramática e se inspirando nas cantoras de rádio emergiu com a canção "Arrastão" (Edu Lobo e Vinícius de Moraes).  Inspirou-se especialmente na cantora Ângela Maria e diferentemente de outras cantoras da época, preferiu o caminho da rádio e tv ao invés do teatro. Ao longo dos seus anos de carreira mostrou o porquê de até hoje ser um mito da história da música brasileira.


Analisar a carreira de Elis Regina é constatar a diversidade do nosso país. Sim, cantoras desse naipe estão em extinção no Brasil, vou além, no mundo. O seu canto sentido sempre foi a representação da dor de cada brasileiro, isso fica evidente em sua interpretação de "Romaria" (Renato Teixeira) ou no sentimento de mudança iminente em "Velha roupa colorida" (Belchior). Mesmo em uma época totalmente separatista na música brasileira, ela reuniu Jovem Guarda e Bossa Nova em uma síntese conciliadora entre as partes.






Outros projetos de Elis foram eternizados, a começar pelo disco gravado com Tom Jobim - o grande maestro. Quem não associa as canções "Águas de março"(Antônio Carlos Jobim), Retrato em branco e preto (Antônio Carlos Jobim e Chico Buarque) e "O que tinha de ser" (Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes)? Engraçada e trágica suas interpretações das canções "Tiro ao Alvaro" e "Saudosa Maloca" de Adoniran Barbosa.


Não existiria "Como nossos pais" (Belchior), "Madalena" (Ivan Lins e Victor Martins) ou "Tatuagem" (Chico Buarque e Ruy Guerra) sem Elis, sem sua voz e seu modo de cantar. Após 33 anos é notório que o legado de Elis Regina vai muito além de dois super cantores (Pedro Mariano e Maria Rita) e um produtor musical (João Marcelo Bôscoli).

Separei alguns vídeos para a gente rememorar:

01. "Como nossos pais" (Belchior):



02. "É com esse que eu vou" (Pedro Caetano)


03. "Madalena" (Ivan Lins e Victor Martins):




VIVA ELIS!



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