domingo, 22 de novembro de 2015

Dois Dias

Aqui vou eu novamente.
Na direção das luzes e do perfume.
Na direção das palmas, gritinhos e baquetas.
Ao longe posso ouvir o baixo, o violão, a pandeirola, o bumbo, seguido das caixas e pratos, e, finalmente, a voz.
Aquela voz que me trouxe até ali, antes mesmo de saber quem era o dono.

De repente, as palmas pareceram cessar e só havia a gente.
Eu sorri e você sorriu para mim, me convidando a chegar mais perto.

Tanta coisa mudou.
Mas isso não.
Todo ano ISSO nos torna os mesmos de quatro anos atrás.
Acordo de meus devaneios junto às palmas do público.
A música acabou e você desceu do palco, para me dar um beijo.
Voltamos lá pro fundo, enquanto amigos, conhecidos e desconhecidos, passavam pelo mesmo palco.

Dois dias.
Os únicos dois dias do ano que me deixavam assim.
Dois dias que traziam de volta memórias de anos atrás.

Pena que, dessa vez, eu não estarei aqui até o final.
 

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