sexta-feira, 10 de julho de 2015

Capítulo X: Sorria, meu bem

Último dia do último mês do último ano.

Olá, caderninho.
Vim aqui me despedir de você. Sabe, hoje é o meu último dia de vida, e você é muito importante para mim. Não ia simplesmente deixar de existir sem falar com você.
Olha, não fique triste. Eu não estou mal, morrerei feliz. Eu vivi uma vida boa, e encarei (positivamente) cada dia como se fosse o último. Não tenho arrependimentos, não tenho motivos para chorar. Aproveitei esse meu tempo ao máximo, também sei que você (e só você, mas não importa) vai saber da minha história e se lembrar de mim.

Morrerei sorrindo. Fui uma pessoa boa, fiz outras pessoas sorrirem. E quem sabe eu encontre o Chris (meu irmão gêmeo, lembra?) depois dessa. Mesmo que eu não acredite em nada disso de "pós-vida", eu torço para estar errado.

Caderninho, eu te amo. Muito obrigado por ter sido meu amigo por todo esse tempo. Muito obrigado por ter me ouvido e me perdoado pelas minhas mentiras. Obrigado por tudo. Sei que você vai ficar aqui, mas não dê uma de se atirar na água para se matar. Gente forte como a gente não desiste nunca. Lembre-se de fazer como eu, encare tudo de frente. Se for para morrer, que morra sorrindo. Se for para sofrer, sofra de cabeça erguida.

Adeus ou até mais (tomara que seja a segunda opção). Acho que o trem está partindo. Se cuida.

E por favor, faça isso por mim. Sinta a minha falta.


Fui.


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