quarta-feira, 13 de maio de 2015

O texto pós-despedida que eu ainda não tinha feito

Você quer a verdade? Eu fiquei traumatizado sim. Eu sei que foi há muito tempo. Quase quatro anos desde que você se foi da minha vida, mas eu tenho traumas sim. Por sua culpa, há músicas que eu não canto em voz alta até hoje. Acho que finalmente sou capaz de falar disso sem me magoar. Você me ensinou coisas demais, representou demais, magoou demais.

Eu ainda tenho traumas. É sua culpa o homem que eu me tornei. É sua culpa eu odiar estar apaixonado. É sua culpa eu guardar meus sentimentos. Ora quem diria que um dia você me ouviria dizer isso? Pois é. Hoje em dia, eu guardo segredos meus. Ok, não tenho culpa se confio em pessoas que os espalham, mas isso também deve ser culpa sua. Você me ensinou a confiar. Acima de tudo, você me ensinou a me confundir. E agora, confuso como estou, não posso deixar de me lembrar como tudo era imensamente mais fácil quando você me confundia. Acho que não procuro mais a facilidade.

Você colocou barreiras em mim. Hoje em dia eu as quebro, mas olha quanto tempo demorou para eu quebrar. Você disse que eu era antissocial, eu fiz amigos. Você disse que eu era exibido, eu dividi palco, cantei em coro, me escondi atrás de uma fila de sopranos. Você também disse que eu era tímido [vai entender], e eu gritei lá de cima. Você disse que eu era exato, e eu fui humano. É... Você errou tudo sobre mim.

Acima de tudo, você disse que eu era incapaz de amar. Fez de tudo para me convencer de que eu não tinha isso em mim. E agora, olha que destino cruel, eu amei. E acredite, amei alguém que não fosse você. Nossa história se encerrou há quatro anos. Eu me lembro de me despedir de um fantasma. Eu disse tchau e você se foi. Virou na direção de uma parede e sumiu através dela. Hoje, não resta amor por você. Eu até poderia dizer seu nome, porque indiretamente eu já disse. Mas tudo bem, vou manter o segredo, ou quem sabe é mais uma oportunidade para eu te dar um nome falso e chamar isso de literatura. Só que eu não quero nomes falsos. Eu já me despedi de você.

Eu sei o que me deu para escrever de você hoje. Na verdade, foi porque eu estou perdido. Estou confuso. Não sei o que pensar. Mas é sobre uma outra história. Uma que encontrei sem você. Uma história que já espalhei em outros textos. A que tem me tirado o sono. Acho que você seria um bom par de ouvidos. Só que não dá para sermos amigos, então, é bom que você nunca a conheça. No fim das contas, estou feliz, e encontrei meu lugar sem você.


Você não faz falta alguma!


Para alguém que não está mais na minha vida.

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